Espanhol - Inglês - Português
115 leituras | Publicado em 18 de Novembro de 2009
Infomanejo Número 64
Todas as versões deste artigo : [en] [es]

Há diferenças entre os freios de veículos pesados e leves. A mais relevante é o fluído utilizado por cada um deles para transmitir às rodas a manobra do motorista sobre o pedal.

Em InfoManejo 52 foram mencionadas as características de líquidos e gases. Por isso, são notadamente diferentes os princípios de funcionamento e, consequentemente, os mecanismos de cada sistema. Deixemos de lado agora os freios hidráulicos, já analisados na edição 24, para nos centrar nos sistemas pneumáticos.

Antes de falar sobre as diferentes partes que os integram, é preciso saber que os freios de um veículo pesado podem ser classificados em três categorias:

- Freios de serviço; são utilizados durante o trajeto pelo motorista.

- Freios de estacionamento; são aplicados para deixar imóvel o veículo de forma permanente.

- Freios de emergência; ativam-se automaticamente quando a pressão de ar não é suficiente para garantir seu funcionamento seguro.

Embora os elementos de freio possam ser os mesmos, existem diferenças na maneira de ativá-los. Os primeiros atuam quando o ar chega desde o comando do pedal de freio, mas os de emergência entram em funcionamento pela liberação de uma mola que é contida enquanto existe suficiente pressão para isso. Em um ponto intermédio, os freios de estacionamento podem funcionar através de uma válvula de acionamento manual que libera a pressão das molas antes mencionadas, alcançando no final o mesmo efeito. (Considere que o exposto aqui são simplificações e que existe uma grande variedade de mecanismos e métodos de acionamento. Portanto, sempre consulte o manual do veículo).

Veja agora os principais componentes desses sistemas.

Compressor: É acionado pelo motor do veículo. Pode estar conectado através de correias ou engrenagens e contar com sistemas próprios de lubrificação e refrigeração ou utilizar os do motor. Em caso de ser acionado com correia, ela deve ser verificada periodicamente como qualquer outra correia do veículo, atentando para sua importância no referente a segurança. Atenção: Com o motor funcionando normalmente e sem pisar o pedal de freio, a pressão não deve demorar além do especificado no manual para alcançar seu valor de operação. Em caso contrário, é requerida uma revisão.

Controlador: É o encarregado de dirigir o funcionamento do compressor, e o faz trabalhar quando a pressão é inferior à necessária e o detém quando ela é superior. Atenção: A não detenção do compressor quando a pressão é excessiva, ou o não funcionamento quando é baixa, é um sintoma de mal funcionamento.

Depósitos de ar: São tanques com capacidade adequada para armazenar uma quantidade suficiente de ar para permitir suprir picos de demanda ou deter o veículo quando o compressor deixou de funcionar. Atenção: Com a compressão de ar, o vapor de água que existe se condensa no interior do circuito. Esta água, juntamente com o óleo proveniente do compressor, podem causar diversas classes de falhas. Dar atenção também às baixas temperaturas, as quais podem transformar água em gelo.

Válvulas de purga: É recomendável usar válvulas de drenagem, pelo menos, ao finalizar a atividade de cada dia, com o objetivo de poder evitá-las. Existem válvulas manuais e automáticas. Muitos veículos possuem as duas.

Válvula de segurança: É a encarregada de liberar ar para a atmosfera quando a pressão nos tanques supera os limites de segurança. Atenção: Ao perceber um trabalho constantemente desta mesma válvula, é sinal de que alguma coisa está errada no sistema. Uma checagem será, então, necessária para determinar o acontecido.

Pedal de freios: Dirige a válvula encarregada de controlar a quantidade de ar que chega até os mecanismos das rodas. Ao pisá-lo, a válvula permite a passagem de ar que freia as rodas; ao soltá-lo, a pressão diminui para liberá-las. Dica: Quanto mais forte é pisado o pedal, maior será a quantidade de ar que deixará passar e, portanto, mais enérgica será a freada.

Mecanismo de freio: É o encarregado de impedir o giro das rodas. Pode ter diferentes métodos de acionamento. Os mecanismos modernos possuem dispositivos de ajuste automático, para compensar o inevitável desgaste dos componentes. Atenção: se os freios não estão perfeitamente ajustados, esses dispositivos não serão suficientes para assegurar o bom funcionamento. Portanto, nunca deve confiar neles para compensar possíveis erros de ajuste.

Instrumentos: Devido a que o sistema trabalha com ar a pressão de maneira constante. Dica: É preciso possuir instrumentos que informem este parâmetro Além de saber o que acontece enquanto dirige, são úteis para realizar diferentes testes de campo, com o objetivo de verificar o funcionamento de algumas partes do circuito. Junto com os clássicos manômetros de agulha, é possível encontrar luzes ou alertas sonoros.

Como testar os componentes?

Existem diferentes testes para comprovar os componentes do sistema de freios pneumáticos. Alguns deles já foram mencionados aqui; outros serão estudados em próximas edições onde também se analisarão as boas práticas de direção para freios de ar. Um motorista inteligente verifica todos os pontos ao seu alcance e consulta imediatamente um especialista quando detecta o mal funcionamento de algum componente.


Uma mensagem, um comentário ?
  • (Para criar parágrafos, deixe simplesmente linhas vazias.)

Quem é você? (opcional)

Pesquisa avançada Encontre detalhada artigos, vídeos e imagens.
Assinatura gratuita
Complete seus dados e receber na sua caixa de correio em novas edições
Sobrenome*:
Nome*:
Título :
Empresa :
E-mail*:
Repetir E-Mail*:







¿Cómo conoció InfoManejo?:



Escriba el código de seguridad*
Preencha o formulário
Envie para um amigo

Seu nome
Destinatário
E-mail
 
Palavras-chave
Artigos Relacionados
No mesmo número








Facebook

twitter